Governo trabalha para reduzir o atropelamento de animais em rodovias

Categoria: Meio Ambiente, Notícias | Publicado: terça-feira, setembro 24, 2019 as 10:34 | Voltar

Campo Grande (MS) – A Agência Estadual de Empreendimentos (Agesul), vinculada à Secretaria de Estado de Infraestrutura, possui um programa permanente de monitoramento e ações de redução de atropelamento de animais silvestres nas rodovias MS 040, MS 178, MS 382 e BR 359.  O programa “Estrada Viva”, desenvolvido desde 2016 em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), cataloga as espécies atropeladas e identifica os principais pontos de passagem dos animais para propor medidas preventivas e de mitigação dos incidentes.

Servidores da Seinfra, Agesul, Imasul e UEMS avaliam os resultados do Programa

“Após três anos de monitoramento adquirimos conhecimento para propor ações concretas e diretrizes para mitigar os atropelamentos, com previsão de implantação em 2020. O resultado deste estudo científico será apresentado até o fim deste ano”, explicou diretor de Meio Ambiente e Trabalho da Agesul, Pedro Celso de Oliveira Fernandes.

Os monitoramentos são realizados quinzenalmente na BR 359, que interliga Coxim (MS) à Mineiros (GO); na MS 382, entre Bonito e Fazenda Baía das Garças; e na MS 178, entre Bonito e Bodoquena. Na MS 040, que interliga Campo Grande a Santa Rita do Pardo, o monitoramento é semanal. As espécies atropeladas são identificadas e os dados lançados em um mapa para identificação dos principais pontos de passagens (hotspots). Este controle servirá para a proposição de medidas que variam desde a implantação de dispositivos de redução de velocidade nas vias, sinalização, sonorizadores e programas de educação ambiental até intervenções físicas.

Agesul e UEMS realizam um programa permanente de monitoramento dos atropelamentos de animais nas rodovias MS 040, MS 178, MS 382 e BR 359

A análise dos hábitos dos animais e identificação dos principais pontos de passagem fazem parte do estudo de medidas para redução dos atropelamentos.“A instalação de cercas ajuda muito, mas é apenas parte de uma solução que tem que ser sistêmica, tem que ser um conjunto de ações e estratégias calcadas na educação do usuário, do entendimento da biologia dos animais mais vulneráveis, no manejo das áreas lindeiras (florestadas ou não) e nos mecanismos de redução de velocidade”, explica o professor  Afrânio José Soriano, responsável pelo Grupo de Estudos em Manejo de Áreas Protegidas (GEMAP) da UEMS.

Estudos dos hábitos dos animais ajudam na proposição de medidas para redução dos atropelamentos.

O cuidado e constância da análise desses dados é fundamental para a efetividade do projeto: “Sem o monitoramento dos ecossistemas lindeiros e dos hábitos dos animais (dinâmica populacional) não é possível propor medidas efetivas. Temos casos em outros estados em que foram criadas passagens alternativas para os animais, porém eles não as utilizam. Conhecer, monitorar permanentemente e propor alterações são cuidados essenciais”, ressalta o professor Afrânio.

O objetivo do projeto é oferecer mais segurança aos motoristas aliada à preservação ambiental, uma vez que o ecoturismo é um dos principais atrativos do Estado. O programa também conta com a participação de engenheiros ambientais da Agesul e técnicos do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul), que se reúnem periodicamente para analisar os resultados. O resultado da pesquisa e monitoramento será apresentado no fim do ano com previsão de adoção de medidas a partir do ano que vem.

Jéssika Machado - Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra MS). 

Fotos: Moisés Silva,  UEMS (Gemap) e divulgação.

Publicado por: Jessika Machado

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